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Vigilância Epidemiológica de Linhares faz orientações sobre controle do Caramujo Africano

[ Por Alexandre Araújo | 05/12/2017 ]

As pessoas que tiverem dúvidas sobre a incidência do molusco devem entrar em contato no telefone 3372 2009.

CARAMUJO AFRICANO

Com a incidência das chuvas nos últimos dias e a aproximação do verão crescem, por parte da população, as preocupações em relação à dengue e ao caramujo africano, Achatina fúlica, que já são avistados com grande frequência nos bairros da cidade. De acordo com o assessor técnico da Vigilância Epidemiológica de Linhares, órgão vinculado à Secretaria Municipal de Saúde, Sérgio Lubiana, o trabalho no controle destes moluscos se baseia na orientação à população, seguindo os parâmetros de uma Norma Técnica do Ministério da Saúde, publicada em março de 2005. Nela consta que experimentos em laboratório com o caramujo demonstraram que a espécie não é significativa para a saúde pública, por ter baixo potencial de transmissão de doenças.

No país, não existem relatos de casos de transmissão de doença (angiostrongilíase abdominal e meningoencefalite eosinofílica) pelo muco deixado pelos moluscos. Mesmo assim é recomendado que seja feita a higienização de verduras, legumes e frutas. Estes alimentos devem ser lavados em água corrente e ser deixado de molho por 30 minutos em solução de hipoclorito de sódio a 1% (uma colher de água sanitária diluído em um litro de água filtrada), caso seja feito o consumo dos alimentos in natura. Para o controle do caramujo africano, o Centro de Controle de Zoonoses recomenda a coleta manualmente, utilizando luvas ou sacolas plásticas, para que a pessoa não entre em contato com o muco.

Os moluscos devem ser colocados em um recipiente como balde ou saco e eliminados, esmagando-os. Em seguida, em uma sacola plástica, os moluscos devem ser enterrados em um buraco com cal virgem. Este controle deve ser realizado de forma periódica ou sempre que forem localizados outros caramujos. Também pode ser feita a incineração dos caramujos, mas desde que sejam tomados os devidos cuidados para evitar acidentes durante a ação ou para que o fogo se espalhe.

Outro alerta é sobre a morte da Achatina fúlica. A concha pode ficar virada para cima e encher de água, servindo assim de criadouro do mosquito Aedes aegypti. A Achatina fúlica foi introduzida no Brasil na década 80 para ser comercializado como escargot, uma especialidade da culinária francesa. Mas, pelo fato de ter uma baixa procura, os produtores abandonaram os moluscos na natureza. Esse caramujo pode viver mais de nove anos e atingir o peso de 400g. Além disso, se reproduz rapidamente e pode colocar entre 180 e 400 ovos.

Ele se alimenta de diversas plantas como as dos jardins e hortaliças, atingindo assim os pequenos produtores até as grandes plantações. Na natureza, o molusco pode provocar um desequilíbrio ambiental, pois esta espécie não tem um predador natural e por devorar os alimentos das espécies nativas de aves, insetos e de outros caramujos. As pessoas que necessitarem de mais informações sobre o controle deste molusco, ou não tiverem como enterrar os caramujos africanos durante a eliminação, devem entrar em contato com o departamento, pelo telefone: 3372 2009.

Orientações quanto à catação manual do caramujo africano:

Realizar catação manual dos caramujos nos quintais de casas sempre com mãos protegidas por luvas ou sacolas plásticas;

Quebrar as cascas antes da incineração dentro de um balde, com um cabo de madeira de ponta quadrada, evitando que se tornem reservatórios de água para mosquitos e outros organismos;

Incinerá-los completamente com muito cuidado utilizando um copo de álcool e longe de crianças para se evitar acidentes. De preferência uma única pessoa deve executar o procedimento. Seqüência: utilizar uma lata perfurada com pequenos furos ao fundo cobertos por um pano, visto que os caramujos exudam grande quantidade de água quando incinerados, o que acaba por apagar o fogo;

Após a queima, dispor o resto no lixo comum;

Fazer busca diária no terreno para verificar se não há outros locais onde existam mais moluscos;

Manter a catação local diária e constante num primeiro momento, a qual deve se repetir daí em diante, semanalmente, visto que cada postura dos caramujos pode conter centenas de ovos, que eclodirão em períodos subsequentes e reinfestarão o ambiente local novamente, sempre que chover, estiver úmido ou nublado;

Não é recomendado o uso do sal para controle dos caramujos, conforme exposto acima.

Medidas simples podem colaborar na redução da população de animais sinantrópicos, tais como esses moluscos:

Manter o jardim, quintal e áreas verdes limpos e capinados, descartando resto de obra, entulho, pedras e acúmulo de material orgânico (capim, folhas, galhos, etc), pois são esconderijos ideais para os moluscos;

Não jogar os caramujos lançando-os em terrenos baldios, na rua ou diretamente no lixo, o que proporcionará um incremento na proliferação desta praga urbana em outros locais;

Não esmagar os caramujos no local o que promove exposição, apodrecimento de sua carne e acúmulo de moscas, baratas e roedores com conseqüente produção de odor.



 

 

 

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